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Desde o ano 2000, quando a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) montou sua rede corporativa, surgiu a necessidade de interligar as estações em uma única rede – elas eram isoladas da central da empresa – para gerenciar o movimento, verificar ocorrências e para a própria comunicação. “Essa falta de integração influenciava até mesmo no sistema de controle de arrecadação, pois as atualizações não eram automáticas”, explica Marcos Antônio dos Santos, coordenador da rede corporativa de dados.
Nesses cinco anos, o Metrô estudou quatro projetos para conectar as estações que acabavam esbarrando na questão dos recursos. Para usar uma solução tradicional, a empresa teria de refazer o cabeamento, o que elevaria o custo do projeto. Além disso, existem peculiaridades como o fato só poder ser realizado entre 1h e 3h da madrugada. De acordo com Santos, o projeto custaria um milhão de dólares. É um valor nada modesto, especialmente considerando que a nova infra-estrutura atenderia cinco ou seis pontos em cada estação do metrô;
A empresa se deparou com a solução da Cianet, de Florianópolis, que permitiria aproveitar o par metálico telefônico já existente usando switches HPN e modems SDSL para fazer a comunicação entre as máquinas locais e as centrais de operação. O projeto inteiro ficou em 100 mil dólares, dez vezes menos do que o estimado anteriormente.
Aproveitando o impulso para a melhoria na comunicação e nas operações, o Metrô adotou também uma solução de gerenciamento remoto da rede da Cyclades. “Apesar de as estações operarem da 4:30 à meia noite, a empresa funciona 24 horas por dia”, justifica Santos. “Não temos uma equipe 24 por sete, apenas um operador de baixa plataforma que fica de plantão para o caso de alguma emergência”. Quando algum servidor caía, às vezes demorava duas horas para que o operador se locomovesse do escritório ao site onde a máquina estava para reinicia-la. “Com o gerenciamento remoto, consigo fazer isso em questão de segundos a partir do meu computador ou de qualquer laptop ligado a uma linha telefônica” relata.
Uma das principais vantagens que Santos aponta em relação ao sistema da Cyclades é que ele consegue acessar itens, como roteadores, via linha telefônica. “Se algum elemento da rede caísse, eu perderia o acesso remoto e teria de fazer toda a operação realizada anteriormente”. Assim, segundo ele, é possível continuar gerenciando a rede, inclusive se ela cair.
Texto retirado da revista InformationWeek Brasil, n°149 de 27 de outubro de 2005, p.30-31
http://www.informationweek.com.br
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