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A expansão da internet banda larga e o avanço da TV por assinatura compõem o cenário ideal para a nova linha de equipamentos de acesso de alta velocidade, baseados na tecnologia HPN v3 (Home Phoneline Network), que permite a oferta de serviço de voz, vídeo, dados e segurança integrados na mesma infra-estrutura de cabos metálicos e coaxiais. A novidade chega ao mercado por meio da Cianet Networking com a perspectiva de aumentar as taxas de transmissão, dos atuais 30Mbps, em média, para 129Mbps.
Empresa de base tecnológica, a Cianet iniciou suas operações em 1994, está instalada no pólo tecnológico de Florianópolis(SC)e tem sua atuação concentrada na fabricação de modens SDSL, switches e conversores. Dois anos depois, fez o pré-lançamento comercial do HPN v3, uma nova geração de equipamentos para acesso em banda larga que suportam os chamados serviços quadri-play, como videoconferência, IPTV, vídeo on demand (VoD) e vigilância eletrônica. A possibilidade de aumentar a banda sem a necessidade de trocar a rede – o que reduz os custos de implantação – e a disponibilidade de recursos que permitem estabelecer prioridades no tráfego de pacotes são duas das principais vantagens da tecnologia HPN.
Segundo João Marcelo Correa, diretor técnico da empresa, trata-se de uma excelente opção principalmente para as pequenas operadoras de TV por assinatura. Com a redução dos custos de implantação, elas podem baixar os preços cobrados aos usuários e, dessa forma, ampliar a carteira de clientes e o faturamento. O aumento da capacidade de transmissão permite, também, a ampliação do portifólio de serviços oferecidos ao mercado.
A Net Angra, de Angra dos Reis (RJ), e a Cabo de Visão, da cidade de Rio Doce, em Santa Catarina, são dois clientes da Cianet. “Mas estamos de olhos também nas grandes operados”, avisa Corrêa, acrescentando que já existem negociações em andamento com uma delas.
A operadora Neovia, também cliente da Cianet, já utiliza equipamentos da tecnologia HPN v1 e está fazendo testes com o HPN v3, outro mercado que Corrêa pretende atacar é o de empresas que têm licença para distribuição de conteúdo.
Nos dois anos de desenvolvimento do projeto, a Cianet investiu o equivalente a R$ 300 mil com o recursos próprios e mais R$290 mil proveniente de aporte financeiros da Finep(Financiadora de Estudos e Projetos) a juro zero. Na avaliação de Corrêa, o pioneirismo foi o grande mote do projeto.”A tecnologia não é muito conhecida no Brasil e o nosso principal desafio foi o de vencer resistências que as pessoas normalmente tem em relação a novidades”, assinala.
Enquanto busca marcar posição no mercado interno, a Cianet faz planos de conquistar espaço no exterior.No plano doméstico, a meta consiste em dobrar a receita com a comercialização da linha PN v3, composta de hardware (modem instalado na operadora e na residência do assinante) e de software de gestão da planta(que ajudam na identificação de gargalos e no dimensionamento da rede). Outra frente de negócios que a empresa pretende explorar é a prestação de serviços de consultoria para implantação e adequação dos equipamentos na rede das operadoras.no cenário internacional, a expectativa é de fechar contratos com clientes da Europa e dos Estados Unidos devido ao alto valor agregado do produto e viabilizar novos serviços às empresas com outorga de Sistema de Comunicação Multimídia (SCM), tais como provedores de Internet, operadoras de telefonia e TV a cabo.
Matéria publicada no Anuário informática Hoje, onde a Cianet ganhou o prêmio de Excelência em P&D na categoria telecomunicações recebido pelo Diretor Técnico João Marcelo Corrêa.
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